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popeye9700

Crónicas e artigos de opinião, a maior parte publicada no Diário Insular, de Angra do Heroísmo.

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Crónicas e artigos de opinião, a maior parte publicada no Diário Insular, de Angra do Heroísmo.

BAGAS E BAGUINHAS DE SÃO JOÃO (BB147)

Julho 05, 2023

Tarcísio Pacheco

 

sanjoaninas-2023.jpg

BAGAS DE BELADONA (147)

HELIODORO TARCÍSIO          

 BAGAS E BAGUINHAS DE S. JOÃO

 BAGA SANJOANINAS 2023 – Estas Sanjoaninas 2023 foram de arromba e deixo aqui os meus parabéns à organização. Foram umas festas muito concorridas e com momentos de muito brilho, com imensa gente nas ruas e um programa muito diversificado e equilibrado. Obrigado.

BAGA NOITE DAS MARCHAS – Eu próprio marchante, esperei para ver, mas, continuo a pensar do mesmo modo. Este é um dos pontos mais altos das festas, com uma adesão fantástica, quer da parte dos marchantes, quer da parte do público. Todos os anos, com tendência para agravamento, tem surgido o mesmo problema: um excesso de marchas que coloca problemas práticos e logísticos. Do meu ponto de vista, urge tomar medidas, sempre no sentido de beneficiar a festa. A atitude da CMAH foi a se anunciava e que eu esperava. Resume-se a não fazer nada “para não interferir numa iniciativa popular”, esperando que os problemas se resolvam por si. Esta é uma atitude eminentemente política, mas, na verdade, não fazer nada é também uma atitude e bastante cínica, por sinal. Porque a jogada da CMAH era bastante clara. É praticamente impossível gerir as 42 marchas que se apresentavam à partida. Então, a opção da CMAH foi ficar quieta e calada, esperando que algumas marchas desistissem, sobretudo por o sorteio as ter colocado nas últimas posições, mas também por outros motivos diversos. Foi a decisão da nossa marcha, a da TerDança, colocada na 37.ª posição. Acabámos por desfilar na mesma, com muito gosto, na marcha de S. Bento, que nos recebeu com muita gentileza e simpatia. O sucesso das duas marchas que desfilaram forçosamente no dia seguinte, após as marchas infantis, a de Santa Bárbara e uma de S. Miguel, pode apontar numa direção desejável.

Já elenquei aqui nestas páginas as opções que podem estar em cima da mesa. Mas continuo a pensar, firmemente, que deve haver um regulamento das marchas, que eu próprio classifico como de muito difícil produção, mas que deve ser tão consensual quanto possível. Caso contrário, a tendência será termos todos os anos este regabofe, esta confusão e a CMAH a empurrar o problema para a frente com a barriga. Que coisa!

BAGUINHA MUSICAL – Como melómano (a música é alimento para a alma), a oferta musical das festas tem sempre a minha melhor atenção. Certas noites, optei por ficar pelo palco da marina e aproveitar as excelentes bandas locais que por lá passaram, com grande animação e adesão do público. Deixo aqui um conselho ao vocalista da belíssima banda do Antero Ferreira & Filhos, um rapaz com uma voz fantástica, que já sigo há muito tempo: rapaz, bebe menos whisky antes dos concertos, fala menos (é verdade, és bastante chato, pelo menos tens noção disso) e não é preciso tanto palavrão. Noutras noites, fui até ao Bailão, já que compro sempre a pulseira. Tento sobretudo ver o que não conheço. Foi assim que comecei logo com a Bárbara Bandeira. Não tenho muito a dizer. A produção intensiva de música para telenovelas, a que até Paulo Gonzo sucumbiu, é uma fonte segura de receita. É bom para quem gosta de novelas. É o filão melopop (neologismo meu para música enjoativa e repetitiva). Por suspeitar que o Nuno Qualquer Coisa era mais do mesmo, já lá não fui. A noite das bandas tributo dos Nirvana e Linkin Park foi excelente e muito concorrida. O Nininho Vaz Maia foi uma ótima surpresa, um cantautor muito genuíno e orgulhoso das suas raízes, o que só lhe fica bem. Apresentou-se com ritmos latinos e quentes, a lembrar os sempiternos Gipsy Kings e com uma dupla de apoio vocal extremamente agradável à vista. Porém, as letras são bastante apimbalhadas e ao Nininho falta potência vocal, o que é pena. Fui também ver o Jovem Dionísio, do Brasil. Não sabia bem o que é indie pop e menos ainda bedtime pop. Agora já sei, é música agradável e simpática, para adormecer. Ouvi 5 temas, quase iguais e fui-me embora, para o cais da Alfândega, curtir música do mundo variada, com o Antero Ávila e companhia.

Tenho muitas saudades do tempo em que o cartaz musical das Sanjoaninas era selecionado por uma comissão de gente com bom gosto, como o meu amigo Duarte Dores. Agora, quem escolhe é gente profissional que, gerindo o orçamento de que dispõe, contrata as “tendências do mercado”, sobretudo do mercado jovem, sobretudo da faixa das pitas.

BAGA TOY – Baga quem? O Toy não era aquele cachorro dos livros dos Sete, da Enyd Blyton? Eu gostava desse bichinho…POPEYE9700@YAHOO.COM

 

BAGA MARCHAS DE S. JOÃO (BB146)

Abril 18, 2023

Tarcísio Pacheco

marchas.jpg

 

BAGAS DE BELADONA (146)

HELIODORO TARCÍSIO          

 

BAGA MARCHAS DE S. JOÃO – O texto que se segue é importante, mas apenas no contexto da cultura e da vida local, nomeadamente na ilha Terceira.

Vai sendo tempo da Câmara Municipal de Angra do Heroísmo (câmara) se organizar e tomar decisões de fundo no que respeita à organização das marchas de S. João das Sanjoaninas.

As marchas de S. João foram uma novidade do pós-sismo de 80 e tiveram tal aceitação e crescimento nos anos seguintes que, hoje em dia, ninguém imagina as nossas festas sem a noite de S. João e as suas marchas. Tornou-se uma das atrações fundamentais das festas, a par da música, dos cortejos, das tascas ou das touradas. No entanto, no que respeita às marchas, há anos que se vinha registando problemas, devido ao elevado número de marchas inscritas, com tendência crescente, ano após ano. No interregno da pandemia, o problema não se colocou. No ano passado, o regresso das marchas foi algo tímido. Mas, em 2023, as marchas voltaram em força, com um total de 42 marchas inscritas, sendo que 13 delas são “de fora”.

É óbvio que um tão grande número de marchas coloca sérios problemas de organização, especialmente à câmara, “mãe” das nossas maiores festas concelhias. São problemas de difícil solução. Levantam questões complicadas como fazer desfilar 42 marchas num período de tempo minimamente aceitável, para os marchantes e para o público e, por exemplo, como conciliar o término do desfile com a usual festa popular de sardinhada, fogueiras e folia na rua de S. João.

Como há, naturalmente, muita dissonância nas opiniões, que vão desde a mais tolerante e topa tudo (vamos marchar e há de ser o que Deus quiser) até às mais radicais, como não aceitar marchas “de fora” ou remetê-las todas para uma noite de S. João B no dia seguinte, este ano,  instalou-se uma grande balbúrdia, com muita discussão, críticas e queixas. Dizem-me também que até há um regulamento das marchas mas que a câmara não o está a aplicar.

Ora bem, reconheço as dificuldades para resolver os problemas e não tenho nenhuma solução milagrosa, que me dera, mas, não a tenho. Sinto até mesmo dificuldade em emitir uma opinião firme porque há diversas soluções, umas mais inteligentes e criativas do que outras, sendo que algumas me desagradam e até mesmo me repugnam, especialmente as que estão eivadas de radicalismo regionalista, como excluir as  marchas “de fora” ou tratá-las de forma discriminatória.

Aquilo que venho dizer, sobretudo, é que é preciso que a câmara tome decisões a este respeito. Em minha opinião, é necessário criar um Regulamento das Marchas de S. João, definitivo e impositivo. Para que não seja uma coisa à russa ou chinesa, convém que seja minimamente consensual. Como não é possível que todo o concelho o discuta, acho mais correto que a discussão ocorra no âmbito da Assembleia Municipal, onde todas as freguesias do concelho estão representadas. Até porque, depois de haver uma proposta de regulamento, as juntas de freguesia podem auscultar a opinião dos seus fregueses sobre este assunto. Embora possa parecer lógico e desejável que representantes das marchas participem da discussão, não considero isso viável, uma vez que, embora haja marchas que participam regularmente e há muito tempos, outras há que são efémeras e transitórias. Quem vem “de fora” é bem-vindo (na minha ótica) mas quem tem de decidir as regras é a câmara e o povo do concelho.

Duma coisa estou certo, um regulamento cem por cento consensual será impossível. Haverá sempre muita discordância e crítica. Mas, depois de redigido, fechado e aprovado, com o tempo, as pessoas habituar-se-ão às normas instituídas. Aqui temos mesmo de ser rigorosos. Quem não concordar com o regulamento, pois tem a opção de não participar das marchas.

Esse regulamento terá, forçosamente de escolher entre diversas opções, sendo possível até optar por soluções mistas. Segue-se uma lista de opções possíveis, tal como as vejo. Não defendo nenhuma em particular, no momento, limito-me a elencá-las: manter tudo como está, como sempre foi, o percurso de sempre, uma única noite de S. João, a 23 de junho, um único desfile de marchas, independentemente do número de marchas e da hora de término do desfile; fazer dois dias de desfile, um a 23, outro a 24, depois das marchas infantis, que poderiam começar mais cedo; fazer um segundo desfile de marchas noutra noite que não a de 24; mudar o percurso, reduzindo-o, excluindo a rua de S. João e a dos Minhas Terras (o ponto fraco e mais polémico do percurso); iniciar o desfile muito mais cedo, ao final da tarde, em vez de ser ao início da noite; reservar o desfile de 23 para as marchas da ilha; estabelecer um número máximo de  marchas; excluir as marchas de fora da ilha.

Fazer este regulamento não será uma tarefa fácil. Mas é algo que tem mesmo de ocorrer. Para se acabar definitivamente com a confusão e regabofe atuais, com provável reedição todos os anos.POPEYE9700@YAHOO.COM

 

Baga JOANINA e baga PIROTÉCNICOS MARÍTIMOS

Julho 04, 2019

Tarcísio Pacheco

sanjoaninas2019.jpg

imagem em: https://www.azorestv.com/index.php/video/3593/sanjoaninas-2019-voltam-a-recordar-hist%C3%B3ria-da-ilha-infoco-184/

BAGAS DE BELADONA (79)

 
HELIODORO TARCÍSIO
 
BAGA JOANINA – A silly season inaugura-se com
as Sanjoaninas. Essa é uma das razões por que, nesta época, me
afasto do computador e antes se me fenecia a pena. A vida pode ser
muito dura durante estas festas. Só quem passa é que sabe. Tenho
tendência a divertir-me enquanto ando por este mundo, enquanto
não volto à fase das fraldas e ainda me lembro do nome da minha
primeira namorada. Por isso, por estes dias, ando derreado e com
dores nas cruzes. Não estar de férias, ter que acordar cedo toda a
semana para trabalhar e cumprir outras obrigações, andar sempre a
toque de cafeína e mesmo assim num eterno bocejo, marcar
presença em variados concertos, visitar regularmente a banca de
caipirinhas do meu amigo João Araújo, herdada do seu ex-cunhado, o
meu caro amigo Mílton Gregory, brasileiro do Rio Grande do Sul, hoje
retornado à sua terra depois de muitos anos nos Açores, cumprindo o
seu sonho de se tornar um próspero e barrigudo fazendeiro. Voltando
às Sanjoaninas, ainda há os ensaios da marcha, a participação num
ou noutro desfile, na regata Angra Cup, os sucessivos jantares em
tascas, os encontros e as longas conversas na rua com os amigos, de
copo na mão, a loucura da fantástica rua de S. João, os múltiplos
aniversários de quem decidiu nascer em junho, o que me parece
corresponder a uma intensa e compreensiva atividade sexual no
calorzinho do Verão. É um período maravilhoso, uma forma de entrar
no Verão com o pé direito, apesar das birras desse velho choné, o S.
Pedro. Mas é muito cansativo. Já tive que tomar café esta manhã,
para enfrentar a rotina do trabalho e a depressão pós-Sanjoaninas. O
que me anima é que, na nossa ilha, a festa nunca acaba…emendam
umas nas outras. Como comecei por dizer, é uma vida dura que uma
pessoa leva, nesta ilha Terceira.
BAGA PIROTÉCNICOS – Por falar em coisas cansativas, para quem
anda no mar nos Açores, os pirotécnicos marítimos são um problema.
Consoante a classe de registo da nossa embarcação somos obrigados
a ter a bordo, em quantidades variáveis, fachos de mão, fumígenos e
foguetes de paraquedas. Tudo bem, é material de segurança
importante, que pode fazer a diferença, caso aconteça o pior. Mas os
pirotécnicos marítimos são caros e têm uma curta validade,
demasiado curta, em meu entender, geralmente à volta dos 3 anos. É
algo que a Polícia Marítima vai querer ver de certeza, em caso de
abordagem. E serão aplicadas coimas pouco meigas se não tivermos
os pirotécnicos ou se a data de validade tiver sido ultrapassada.
Acrescente-se ainda que é ilegal guardar pirotécnicos expirados e há
sanções previstas só por isso. Mesmo assim, até aqui tudo bem. Faz
parte da vida do marinheiro (que às vezes está a dar cabo da gente,
como cantava o saudoso vocalista da banda Sitiados). Os problemas
começam quando tentamos comprar pirotécnicos. Geralmente, não
se vendem nos Açores e ninguém faz estoque, devido à curta
validade. Os pirotécnicos não podem viajar em aviões, têm de vir por
via marítima. No estrangeiro, onde adquiro a maior parte dos
produtos e equipamentos para o meu veleiro, ninguém nos quer
vender. E mesmo em Portugal, das poucas empresas que
comercializam pirotécnicos marítimos, a maioria torce o nariz a
envios para os Açores e acabamos frequentemente a pedir quase por
favor para nos fazerem uma venda. Os últimos pirotécnicos que
comprei vieram de Espanha, adquiridos por um familiar e trazidos em
mão própria por um skipper que fazia uma entrega de um veleiro
para a Terceira. E, agora, aguardo, desde 18 de junho, que uma
empresa continental, a Contrafogo, nas suas próprias palavras
“arranje um transitário que aceite transportar os pirotécnicos para a
Terceira”.
Na hora das vistorias e inspeções, a autoridade marítima está,
usualmente, borrifando-se para os problemas das pessoas. Escudam-
se nas “ordens” que têm e no cumprimento da lei. São militares e são
geralmente cegos, surdos e mudos. E, como sempre que há borrasca,
quem se lixa é o mexilhão. Vai sendo tempo de o Governo intervir e
tornar obrigatória a venda e transporte de equipamentos que somos
obrigados a adquirir. Sob pena de isto parecer uma cena burlesca, a
puxar para o estúpido, mais típica da Coreia do Norte. E, às vezes, de
Portugal. POPEYE9700@YAHOO.COM
 
 

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