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popeye9700

Crónicas e artigos de opinião, a maior parte publicada no Diário Insular, de Angra do Heroísmo.

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BAGAS DE BELADONA (9)

Janeiro 13, 2016

Tarcísio Pacheco

massacre focas.jpg

 

 

 imagem em: http://www.sectalk.com/board/topic/127475-the-magnolia-state-thread-part-2/page__st__30

 

BAGAS DE BELADONA (9)

 

 

HELIODORO TARCÍSIO

 

BAGA MASSACRE DE FOCAS – Ontem, assisti a um programa no canal Odisseia da nova série Eco Warriors. Os protagonistas eram um grupo dos designados Eco Warriors, activistas ecológicos radicais, de diversos países, que empregam ex-militares de elite em arriscadas missões de denúncia de atentados ao ambiente e aos direitos dos animais, um pouco por todo o mundo. Desta vez focaram-se na matança regular de focas bebés na costa da Namíbia e montaram uma operação para registo clandestino de imagens dos hediondos massacres. Concordando ou não com as suas motivações e os seus métodos, convém lembrar que eles arriscam regularmente a vida e a liberdade em confrontos com governos pouco democráticos e com grupos de verdadeiros criminosos.

Contudo, o programa suscitou-me algumas reflexões:

1 – Se calhar não é preciso ir para África. Basta irmos ao insuspeito e civilizado Canadá que todos os anos emite licenças para o abate cruel e inumano de milhares de focas bebés para comercialização da pele, sendo as carcaças deixadas ao abandono no gelo.

2 – Podemos também ir às Ilhas Faroé, região autónoma pertencente à altamente evoluída Dinamarca. Aqui ainda é pior. Todos os anos são mortas, também de forma cruel e inumana, largas centenas de baleias-piloto numa operação que constitui um verdadeiro e sangrento massacre e que tem contornos, imagine-se, de ritual de virilidade e passagem à idade adulta. Neste caso, a carne e gordura são consumidas mas não constituem um recurso alimentar essencial para esta gente.

3 – Obviamente, condeno todos estes massacres mas acredito que os nativos da Namíbia precisem muito mais deste recurso primário do que os tipos do Canadá e das Ilhas Faroé.

4 – E vou mais longe. É realmente uma dor de alma ver as focas bebé, completamente indefesas, a serem mortas com pancadas na cabeça e a serem esfoladas por vezes ainda meio vivas, enquanto as mães latem a sua dor apenas a alguns metros. Mas isso será menos inumano que a criação industrial de animais para abate e consumo que se faz por todo o lado no mundo “civilizado”? É mais humano matar vacas bebé – vitelas – para servir costeletas e bifes tenrinhos? Matar cabrinhos para servir “cabrito à Padeiro”? Matar cordeirinhos para servir “guisado de borrego”? Matar leitõezinhos para servir “leitão à Bairrada”?

5 – Serão os Eco Warriors e seus admiradores todos estritamente vegetarianos? Eu sou QUASE totalmente vegetariano (a explicação do “quase” seria matéria para outro artigo) e estou farto de hipocrisia.

 

BAGA PIROPO – Cláudia Cardoso demonstrou que entendeu a diferença entre “piropo” e “insulto”, tal como entenderam os recentes legisladores portugueses. E o significado profundo que isso tem em termos de direitos humanos em geral e de respeito pelas mulheres em particular. Armando Mendes não entendeu, por isso, tenho boas notícias para os homo-trolhas destas ilhas, fãs dos Village People, loucos por Freddy Mercury  e com um fraquinho por homens maduros, calvos e morenos (o que me deixa também em grande perigo). Podem perfeitamente fingir que estão a emitir piropos e fazerem-se descaradamente ao Armando, procurando rimas criativas entre “pego / rego”, “pedaço / arregaço “ e “todo / lôdo”, este diretamente inspirado num ambiente de estaleiro de obras. Não o façam comigo porque eu não tenho problemas em receber piropos de gays, já me aconteceu antes e é mesmo a sina de qualquer homem com charme. Não os distingo dos piropos femininos, embora prefira estes.  Mas distingo perfeitamente entre piropo e insulto. Se o fizerem comigo, chamo a polícia e amando-vos para cima com um processo judicial. Se fizerem com o Armando, terão direito a um sorriso e, sorte das sortes, talvez a um abraço maroto, num mínimo a cafezinho amigável. Isto porque podemos inferir que o Armando não “ (…) desdenhará ouvir elogios, embora que mais ou menos desajeitados, à sua beleza”, que isto é apenas parte da “(…) regulação de um viver comum” que, apesar de todos os shoppings e auto-estradas ainda não aprendeu a distinguir entre piropo e insulto e que tentar estabelecer juridicamente essa diferença não passa de “(…) modas e arranjos politicamente corretos”.

Ai Armando, Armandinho, tinhas de renascer mulher para entenderes. Nasceste macho mas olha que há trolhas gays. E tu és um homem bonito. Boa sorte.

 POPEYE9700@YAHOO.COM

 

 

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