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popeye9700

Crónicas e artigos de opinião, a maior parte publicada no Diário Insular, de Angra do Heroísmo.

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BAGAS DE BELADONA (8)

Janeiro 02, 2016

Tarcísio Pacheco

submarino-portas-caricatura.jpg

 imagem em: http://www.leituras.eu/os-socialistas-sao-bons-a-gastar-dinheiro/

 

BAGAS DE BELADONA (8)

 

 

HELIODORO TARCÍSIO

 

BAGA BYE BYE PORTAS – Apesar do pessimismo do meu amigo António Bulcão – ele acha que isto só vai lá à chapada – até se pode dizer que 2016 vai começar bem. Enquanto a 24 de Janeiro vamos, finalmente, livrar-nos de um dos vírus mais persistentes do Portugal democrático, Cavaco Silva, bem no final deste ano, Paulo Portas presenteia-nos com a sua despedida. São boas notícias. Não sou fã de Marcelo Rebelo de Sousa, um político de direita tão ambicioso como outro qualquer mas disfarçado de vovô intelectual simpático e que já veio com aquela conversa mole – idiota num homem inteligente como ele -  que candidatar-se é um dever cívico e que tem uma dívida de gratidão para com o país. Acontece é que qualquer um é melhor do que Cavaco, excetuando o Mole Pastoso e o Santana Flops.

Sem Portas e a sua desmedida ambição, o PP pode vestir a sua verdadeira pele, seguir o seu caminho natural, deixar de fingir que é social-democrata e preocupado com os velhinhos. E Portas, depois de ter trocado os seus  grandiosos ideais pelos Negócios Estrangeiros e pelo cargo de  Vice, é claro que agora não tem o menor interesse em ser deputado mesmo que se tenha prestado ao papel de palhaço PAF no rescaldo das eleições legislativas, claramente para disfarçar o azedume e para aparecer, como ele gosta. Agora, ele vai voltar a fazer o que quer que seja que fazia antes de ser político e de que jurava não abdicar jamais para ser político. Diz que era uma espécie de jornalista e conduzia um Jaguar que não era dele. Ou não, com Portas nunca se sabe, ele nem sequer disse que isto era uma decisão irrevogável. Pensando melhor, o ano começa bem mas não estamos seguros…

BAGA CLAUDINHO – Ora, hoje no DI o Claudinho presenteou-nos com mais um dos seus textos de grande categoria, profunda reflexão e valiosa sabedoria política. Aliás, considero o Claudinho e o António Desventura duas figuras maiores do PSD-A e dia em que não sai um artigo deles no DI, as coisas já não me correm da mesma maneira, falta-me qualquer coisa. É como o meu amigo Libânio, lisboeta e carnívoro convicto, ao ser convidado para almoçar comigo na Bio Azorica, onde pasto diariamente: pá, isto até é bom mas onde está a carne???.

O texto do Claudinho antes de mais, impressiona até pela qualidade do discurso. Só para dar uma ideia, cito esta parte, digna de montra de ourives: “(…) o Governo que a maioria dos eleitores escolhe já não é garantido que seja o Governo que venha a governar (…)”.

O Claudinho lá apresenta as suas razões e diz que as eleições legislativas resultaram num “grande equívoco”; que a culpa é da Constituição e que por isso é “imperioso” mudar a Constituição. Nisso, ele está alinhadíssimo com o seu chefe e só lhe fica bem a canina devoção. Diz também que a culpa disto tudo é do abstencionismo. Só posso concordar, que povo ingrato. Com políticos deste quilate, propostas inovadoras e um futuro arrebatador, como é que as pessoas ficam em casa?! A Nova Constituição, do Claudinho e seus amigos devia obrigar as pessoas a votar em partidos políticos nem que fosse a chicote. Acima de tudo, temos de deixar de ser uma democracia parlamentar e passar a ser uma democracia puramente partidária. Na verdade, quem precisa de um parlamento? O partido que ganhar as eleições governa e pronto, que mania de complicar as coisas, podíamos até votar diretamente em ministros e secretários de estado. Devíamos, talvez, aprender alguma coisa com os EUA, esse nobre e sábio país, que só precisa de dois partidos. Onde é que já se viu concentrar o poder na Assembleia da República? E o descaramento da esquerda, querer ser governo só porque tem por lá uma clara maioria? Que nojo, que podridão...Agora que as coisas estavam a correr tão bem, que, com o apoio dos nossos queridos banqueiros,  o arco de governação nos estava a conduzir firmemente pela senda do progresso e da prosperidade, assegurando a estabilidade política, tão cara ao nosso querido Presidente…Ainda vamos arrepender-nos amargamente de ter melindrado os nossos bons amigos dos mercados…Mas podemos contar sempre com o Claudinho para nos dizer a verdade nua e crua. Num estilo que até usa pontuação e faria Saramago ficar verde de inveja. POPEYE9700@YAHOO.COM

 

 

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