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popeye9700

Crónicas e artigos de opinião, a maior parte publicada no Diário Insular, de Angra do Heroísmo.

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BAGA E AGORA QUE NÃO SEI O QUE HEI-DE DIZER?

Fevereiro 20, 2018

Tarcísio Pacheco

conservador.jpeg

 imagem em: https://triz-journal.com/problem-solving-without-logic-a-falsification-test/

 

 

BAGAS DE BELADONA (46)

 

 

HELIODORO TARCÍSIO

 

BAGA E AGORA QUE NÃO SEI O QUE HEI-DE DIZER? – Mr. Right, o senhor articulista do DI, conservador, de direita e admirador de Trump e do seu slogan “America first”, a cujas ideias me referi no Bagas de Beladona (44), sem citar nomes, no seu habitual e bizarro post-scriptum que nunca tem nada a ver com o scriptum, nitidamente abespinhado mas a fingir o contrário, utilizou a estafada estratégia dos pobres: o objecto de discussão não vale a pena e o oponente ainda menos. O estranho é que o objecto de discussão, capitalismo versus socialismo, foi trazido a público por este senhor, não por mim. Se não vale a pena, tivesse ficado quieto. À primeira vista parece dignidade mas não passa da pobre estratégia de quem não sabe o que há-de dizer nem tem nada para dizer. O que não admira porque se enxergasse alguma coisa nesta vida, saberia que o capitalismo é a morte do mundo e não é a longo prazo. É o capitalismo, o amor pelo dinheiro, pelos bens materiais e o espírito de lucro e de acumulação, que, em grande parte,  fazem do mundo a miséria que ele é hoje. Para quem não é cego, basta olhar à sua volta. Mas isto, nem através de um microscópio, este senhor conseguiria vislumbrar. Além disso, ensaia um insulto pessoal que, com a sua falta de jeito, julga velado. Já devia ter experiência para saber lidar com estas coisas com mais sabedoria. Se quer escrever para os jornais, para o público, sujeita-se a que alguém critique as suas ideias. Se não sabe responder, então, mais vale começar a escrever, para variar, post-scriptum que tenham algo a ver com os scriptum e deixar-se de insultos maquilhados, que isso fica muito feio na idade dele. As ideias do Mr. Right foram o mote para a minha baga. Mas, entenda-se, o meu discurso não era centrado na sua pessoa, que nada me diz. Não escrevi para que me respondesse, escrevi para contestar aquelas ideias, o que é um direito que me assiste. Não escrevo cartinhas para os jornais, essa é a mania de um ex-amigo meu. As minhas ideias parecem esquisitas, fora do formato, não alinhadas? Se fosse para escrever o que toda a gente escreve e do mesmo modo, para que escreveria eu? Ao Mr. Right falta-lhe entender muita coisa mas em particular, que é o contraditório do seu discurso que lhe poderia dar oportunidade de brilhar e até mesmo de arrasar. Se for capaz disso, evidentemente. Se tem resposta à altura, então deve responder. Se não tem, deve calar-se e admiti-lo implicitamente. Se tivesse ficado calado, eu teria feito o mesmo até porque ando há anos a resistir a comentar a regular babugem de direita dele. Agora, fazer de conta que não responde porque o outro é tolo, isso não resulta, está muito visto,  revela incapacidade e pobreza de espírito. E é sobretudo por respeito à sua vetusta idade que não cito claramente o seu nome. Toda a gente sabe que não me coíbo de chamar os bois pelos seus nomes. Um conselho final: vá ao dicionário ver o que significa post-scriptum e com que finalidade deve ser usado. POPEYE9700@YAHOO.COM

 

 

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