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popeye9700

Crónicas e artigos de opinião, a maior parte publicada no Diário Insular, de Angra do Heroísmo.

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Crónicas e artigos de opinião, a maior parte publicada no Diário Insular, de Angra do Heroísmo.

SPEEDY SILVA

Dezembro 19, 2013

Tarcísio Pacheco

 

 

imagem: http://www.offbeattreats.com/ENERGYDRINKS.html

 

 

SPEEDY SILVA – UMA IDEIA EMPREENDEDORA

 

HELIODORO TARCÍSIO

Lançados que vamos, ladeira abaixo, na senda do progresso, apesar das tentativas patéticas do Tribunal Constitucional para passar uma rasteira ao progresso (ah ah,  que tontos estes juízes, como se fosse possível fazer parar um motor com tantos cavalos aos coices lá dentro), não tenho a menor dúvida que cada vez nos destacamos mais no seleto grupo dos países competitivos, na companhia de membros tão ilustres e respeitados como o Bangladesh, a China, a Indonésia, o Paquistão, as Filipinas, a Somália, Moçambique, a Guatemala, mas sobretudo o Bangladesh. Ao ponto de já se cochichar por esse mundo fora que somos o Bangladesh da Europa, qualificação que nos deixa corados de orgulho, uma espécie de Óscar do Trabalho e que abre as portas para uma intensa cooperação com a matriz original; por exemplo, enviando aquele pessoal dos Estaleiros de Viana do Castelo para fazer estágios na moderna indústria de sucata naval daquele gigante asiático.  Podendo, inclusive, levar o ferry Atlântida para praticar. Todos vemos que aquela gente não quer fazer nada e passa a vida na rua em manifestações improdutivas (nem há uma escadaria para tomar) e a incomodar o excelente ministro Aguiar Branco que, coitado, já quase não tem tempo para o pequeno-almoço, quanto mais para as suas 1001 assembleias-gerais empresariais.

Isto tudo ocorreu-me porque é impossível ficar indiferente a este tsunami imparável de progresso que varre o país, que gera dinâmica e que providencia ocupação para tanta gente, por exemplo, os polícias (menos os da Judite, que não tem gasolina), a  Cáritas, o Banco Alimentar Contra a Fome, os coveiros, o Serviço de Estrangeiros e Fronteiras no controle diário de saídas (as entradas estão ás moscas, se excetuarmos os políticos, os empresários e os bandos de turco-marroquino-guienense-sírios, uns chatos que nem reportagens dão e só falam na Alemanha), etc.

Então, a situação é tão inspiradora que a gente já acorda a querer fazer a nossa parte, a participar deste esforço na recuperação da glória nacional. Há muitas formas de o fazer. Uma das mais populares é ir para a frente do Palácio Ratton (Tribunal Constitucional) atirar pedras aos Ratões  ou tentar subir as escadas. No entanto, isto tem dois problemas: a afluência tem sido muita, já vão faltando as pedras e os polícias não deixam avançar porque eles tem o monopólio de subir escadarias em Portugal.

Por isso, tenho estado atento ás oportunidades, manifestando assim o meu sentido empreendedor. Hoje, despertou-me a atenção uma notícia sobre uma trabalhadora indonésia que faleceu depois de ter passado 3 dias a trabalhar ininterruptamente, movida por uma bebida energética asiática. Que maravilhosa oportunidade vislumbrei imediatamente e que bem se enquadra no modelo do nosso novo e reformado país. Tantos problemas que podemos resolver de uma vez só, tantas áreas economicamente erógenas a excitar: excesso de velhos, empreendedorismo, exportação, horário de trabalho, produtividade, equilíbrio entre população ativa / pensionistas, etc, etc. Por isso, vou já enviar a sugestão para Pedro Passos Coelho. Basta criar um programa laboral especial para todos os desempregados com mais de 50 anos e para os pensionistas ambiciosos que desejem aumentar ainda mais os seus recursos. Os períodos de trabalho serão de 3 dias sem interrupção (idas ao banheiro por ordem alfabética – zás, já lixei a piolhosa da minha vizinha Zulmira e o javardo do meu primo Xavier), o que vai gerar uma enorme produtividade (economia a acelerar); intercalarão com 24 horas de descanso total (negociado com os sindicatos, concertação social a funcionar em pleno); seguindo modernos critérios de gestão laboral, a cada hora haverá uma paragem de 5 minutos (para o banheiro não, é por ordem alfabética) para tomar uma bebida energética nacional (reforço da produção industrial portuguesa), a descontar do salário a preços módicos (retorno imediato ou poupança de custos laborais); esta bebida também pode ser exportada, o que vai equilibrar a nossa balança comercial. SPEEDY SILVA MR poderia ser um bom nome?

Uma vantagem adicional é ainda a oportunidade para o nosso vice-primeiro ministro, Paulo Portas, ele que já é um sério candidato à beatificação, brilhar ainda mais, com a quantidade previsível de funerais e missas de 7.º dia, com muitas ocasiões para declarações aos media, em que pode fazer um ar compungido e manifestar-se seriamente preocupado com esta estranha hecatombe entre a querida população sénior. Eles vão fazer falta nas feiras, é certo. Mas não se pode ter tudo. Nem viver acima das nossas possibilidades. E o país não pode ter estes velhos todos. Como diz Medina Carreira (embora seja ele próprio um velho, no melhor pano cai a nódoa), é só fazer as contas.

Como compensação por esta ideia brilhante, com tantas vantagens, só quero uma coisa, um cargo de oficial de ligação em Brasília. De qualquer coisa, não sou esquisito, não ligo, quer dizer, ligo, seja o que for, desde que me tirem deste filme. POPEYE9700@YAHOO.COM

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