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Crónicas e artigos de opinião, a maior parte publicada no Diário Insular, de Angra do Heroísmo.

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BAGAS DE BELADONA (169) - BAGA GLÓRIA, GLÓRIA, ALELUIA

Dezembro 15, 2025

Tarcísio Pacheco

existe-distopia-na-realidade-tambem-ou-so-na-liter

imagem em: Distopia, você sabe o que é? Definição, conceitos e obras

BAGAS DE BELADONA (169)

HELIODORO TARCÍSIO          

BAGA GLÓRIA, GLÓRIA, ALELUIA – Em  verdade vos digo, vivemos tempos de espanto e maravilha. Não sei mesmo se não estaremos a viver o tempo mais significativo da História, depois da invenção do fogo e da roda e da vinda do Dr. Jesus. Que inveja sentirão os nossos descendentes por não terem vivido estes tempos gloriosos e salvíficos. Mas cabe-nos a nós,  a esta geração magnífica,  criar o deslumbrante porvir de paz universal em paraísos de leite e mel, guiados pelos sábios líderes de quem todos temos a inestimável honra de ser contemporâneos. Se bem que o mel possa estar em causa porque até as queridas abelhas,  os comunistas conseguiram massacrar. Sim, foram os comunistas, está provado. Se não acreditam, é porque não estão atentos à Palavra, diligentemente difundida pelo Dr. Elon na sua rede X ou pelo Dr. Donald na sua rede Truth (Verdade, em português). Por falar em comunismo, o Tinhoso tinha um plano tão genial quanto macabro para lançar a Humanidade no caos, tendo incarnado no Dr. Karl, aquele filósofo alemão que, até mesmo pelo aspeto sujo, cabelo de grunho e barba de Neandertal se via logo que não era gente do bem. Esta sabe vestir-se, sabe apresentar-se, vejam o Dr. Donald, sempre tão preocupado com a sua sedutora aparência que nem para dormir tira o fato e a vistosa gravata vermelha. Há fotos recentes que o provam. E não foi por acaso que o Tinhoso incarnou na Alemanha, esse mesmo país que agora simboliza e representa a decadência civilizacional da CE. E, verdade se diga, os seguidores do Dr. Karl quase levaram a sua avante, com as suas ideias insidiosas de justiça e igualdade. Justiça só a divina porque só Deus é infalível e igualdade, se Deus quisesse que fossemos todos iguais, ter-nos-ia criado todos perfeitos, assim como o Dr. Donald, para dar um bom exemplo, altos, fortes, elegantes, louros como o trigo maduro e alvos de pele. Mas Deus sabe o que faz, na sua infinita sabedoria e se Ele também criou os outros, mais escurinhos, do Bangladesh e assim,  é porque tinha boas razões para isso, quem somos nós para contestar a Sua vontade? Deus é muito inteligente, um excelente gestor e sabe que para as coisas funcionarem, alguém  tem de cavar terra, acartar pedra e limpar latrinas. E essas tarefas, fundamentais para o progresso da Humanidade, não se podem executar de fato e gravata, evidentemente, nem com peles branquinhas, que ficam facilmente encardidas. E se toda a gente pudesse comer caviar, já ninguém queria batatas e em poucos anos o esturjão tinha-se extinguido, que as plebes são comilonas e insaciáveis. É preciso pensar nisto tudo. O PAN só pode andar contente. Dantes, era tudo muito claro e bem organizado, uns mandavam, poucos, para não dar barafunda e era um sistema muito prático e inteligente, o filho mais velho sucedia ao pai, os outros amanhavam-se como calhava e as filhas serviam para casar e gerar os futuros varões do poder; estes também se ocupavam da defesa contra atacantes, geralmente, moirama ou amarelados e só em cavalos e armas gastavam uma pipa de massa; alguém tinha que pagar estas despesas, para isso é que foram sabiamente criados os impostos; que eram cobrados, sobretudo aos que hoje em dia, segundo um distinto deputado, se devem chamar “colaboradores” e que nunca estão satisfeitos, sempre com greves e cenas assim, que ofendem a Deus e aos governantes; depois, ainda havia os que oravam, perdoavam os muitos pecados da plebe, o que era uma trabalheira desgraçada e recolhiam o dízimo da igreja. Isto funcionou assim lindamente anos a fio até que o Tinhoso inspirou a Revolução Francesa, que já tinha muito de comunista e andámos neste deboche anos e anos com muita miséria e carnificinas horríveis, com milhentas vítimas inocentes. Depois, Deus voltou de um período alargado de férias e começou a pôr ordem nisto. Atualmente, apraz-me dizer que limpámos o sebo à maioria dos comunistas, embora ainda reste um ou outro e até em lugares de destaque, como na presidência do Conselho Europeu ou na América, onde o comunista Obama ainda ronda na sombra, sempre a tentar sabotar o bom trabalho dos obreiros de Deus na Terra. As coisas começaram a endireitar quando o Dr. Donald, por inspiração divina e grande inteligência das massas, chegou ao poder, sobrevivendo até a um horrendo atentado. Que grande Homem! Martin Luther King disse que teve um sonho. Grande coisa, sonhos há muitos, ainda noite passada tive um, bem giro. Mas o Dr. Donald disse que “precisamos de trazer Deus para o dia a dia da América”. Que coisa mais linda e amorosa. É mesmo de líder cristão. E, realmente, eu vi na Internet, já não me lembro onde precisamente, mas vi,  uma fotografia do Dr. Donald a passear num bonito jardim, de braço dado com o filho de Deus, o Dr. Jesus. Estavam numa grande conversa, entusiasmadíssimos, com certeza a congeminar algum plano de paz. Que distinção! Há 2000 anos que o Dr. Jesus estava ausente em parte incerta. Mais alguém se pode gabar disto? Obama, Biden, Macron, Merz, Starmer? Pois claro…E, recentemente, uma terrível injustiça foi reparada. De forma cruel e injusta, o comité Nobel, com certeza corrupto e contaminado por comunistas, atribuiu o Nobel da Paz a uma tipa venezuelana qualquer, ignorando o pobre Dr. Donald, o Príncipe da Paz, o que o deixou muito triste e acabrunhado e Deus também não gostou nada da brincadeira. Felizmente, surgiu um herói, o corajoso Dr. Elefantino, que lhe atribuiu o Prémio da Paz da FIFA, pelo seu destacado papel na conciliação dos povos. Quanto ao Nobel, acabou-se. Quem é quer saber disso, daqui em diante? Em breve, os seus prémios passarão a ser brindes de sabão de máquina. E o Dr. Donald, com a inteligência e bondade que lhe são universalmente reconhecidas, vai até permitir que os adeptos do Haiti vão apoiar a sua seleção, desde que tragam os seus próprios animais de estimação para comer. Quanto ao Dr. Elefantino, já se levanta um clamor para que se acabe com os prémios da FIFA, passam a ser Elefantinos, de Ouro, da Liberdade, da Paz e por aí fora. Tchau Alfredo (o do Nobel). Eu entusiasmo-me a falar deste admirável mundo novo e vejo que já ocupei demasiado espaço. Queria falar de Portugal, mas fica para outra vez. Tudo indica que em breve as caravelas voltarão ao mar, sob o comando da nossa Padeira de Aljubarrota e com a efígie de N.ª Sr.ª de Fátima na proa. Vamos voltar a África, hurra, hurra, por El-Primeiro Ministro e por André de Portugal. Por ora, Glória, Glória, Aleluia. Rejubilemos.  popeye9700@yahoo.com

 

BAGAS REFORMA-TE ANTES QUE MORRAS E A BUROCRATIZAÇÃO DA DESBUROCRATIZAÇÃO (168)

Dezembro 12, 2025

Tarcísio Pacheco

 

bureaucracy_1978855.jpg

imagem em: Bureaucracy By Damien Glez | Politics Cartoon | TOONPOOL

 

BAGAS DE BELADONA (168)

 

HELIODORO TARCÍSIO          

 

BAGA REFORMA-TE ANTES QUE MORRAS – Sem surpresa, a Assembleia da República chumbou a proposta do parlamento açoriano, arquitetada por Artur Lima, no sentido de reduzir o acesso à idade da reforma, com o argumento de que os açorianos têm uma esperança de vida média inferior à dos portugueses continentais em cerca de dois anos. Era o desfecho realista esperado. “Arbitrárias, irrazoáveis e inconstitucionais” é como a competente comissão parlamentar classifica as propostas insulares de reforma. O respetivo parecer é do deputado Nuno Jorge Gonçalves, do PSD. Era bom que os açorianos não esquecessem tal facto. Mas parece que, nos Açores, não é só a vida que é mais curta, a memória também não é de longa-metragem. Pelo menos foi a ideia que transmitiu o insuspeito Shawn D. Littleton, oficial norte-americano que publicou através do Instituto Histórico da ilha Terceira, um estudo académico, devidamente autorizado,  intitulado A Importância Estratégica dos Açores, que tive o privilégio de traduzir. Ao longo do extenso texto de 32 páginas, explica como, de forma fria, cínica e calculista, Portugal tratou sempre os Açores como uma colónia que, ao logo do tempo e das vicissitudes da História foi usando como moeda da troca, ao sabor das conveniências políticas do momento, sem reais, duradoras e permanentes compensações, benefícios ou mudanças estruturais para os Açores. E agora, que somos região autónoma, no final de 2025, a exploração continua, nem sequer nos é reconhecido que morremos mais cedo. Parece que isso seria anticonstitucional. Para Littleton,  somos 250.000 nativos explorados e submissos. Donald Trump, o ídolo dos emigrantes açorianos nos EUA,  ainda é mais explícito: somos  “esse shitty country”. Confesso que fiquei sem perceber o que é que é “inconstitucional”. Se é os continentais morrerem mais tarde, se é os açorianos morrerem mais cedo. Mas, sendo açoriano, vou apostar nesta segunda hipótese. Dá-me mais jeito porque até tenho umas coisas planeadas para a reforma, que não me daria jeito nenhum alterar. Assim, fico mais animado, agora que ganhei dois anos de vida. Longe de mim, desrespeitar a Constituição Portuguesa. Pena é não ser com efeitos retroativos.

BAGA BUROCRATIZAÇÃO DA DESBUROCRATIZAÇÃO – Tenho de ser sincero, sou do tempo das cartinhas e dos selos. Conheci a minha primeira namorada, quando ela tinha 14 anos e eu 15, éramos da mesma turma do 10.º ano. Sendo ela filha de um oficial da FAP, com origem noutra ilha, ficávamos frequentemente longe em períodos de férias. Com que emoção eu, em casa de meus pais, em Santa Luzia, sabendo da hora de passagem do carteiro, ficava a aguardar, com o coração nas mãos, para ver se caía alguma coisinha pelo porta-cartas. E, na verdade, caía com frequência e eu ficava todo feliz, lia e relia as cartinhas, obrigado, Paula. Era muito amor manuscrito, no cursivo impecável dela. Pode mesmo ter contribuído para ela se ter tornado uma escritora de sucesso. Mais tarde, tudo mudou, a começar pela namorada. Depois, sucessivos governos de Portugal elegeram como desígnio nacional, acabar com a pesada e anacrónica burocracia lusa. Veio o digital, que acabou com a curta vida dessa maravilha tecnológica que foi o fax. O digital trouxe o email. Que loucura! Era só escrever a cartinha, fazer um clique e, quase instantaneamente, à velocidade Einsteiniana da luz, a cartinha percorria ares e mares, não fazendo diferença se o destino era Macau ou uma casa ali ao lado. Aí, foi demais. Podia ter sido o início de um futuro fantástico. Mas não foi. Deitaram para o lixo as máquinas de escrever, muitas delas elétricas e a ainda a cheirar a novo. E desataram a comprar os computadores que enviavam emails. O momento foi de choque. Repartições inteiras, exércitos de burocratas ficaram repentinamente com pouco para fazer. O digital foi o 25 de Abril da comunicação. O que se seguiu foi o 25 de Novembro. Aconteceu a reação. Hordas de burocratas, provavelmente de extrema-direita,  conluiaram-se para reagir. O resultado foi a burocratização da desburocratização. Enviar um email com um clique era demasiado simples, fácil e rápido. Havia que complicar. Meteram mãos à obra. E nisso, são extremamente competentes. Uma das suas primeiras e mais malévolas criações, foi o SGC (Sistema Integrado de Gestão de Correspondência). Foi do género “ah, agora é assim, mandar emails? Já vão ver, esperem pela pancada”…E a gente levou com ela. Agora, para se enviar um simples documento, tem de usar um sofisticado programa informático, que não deixa nada ao acaso. Sabemos sempre quem escreveu o quê, quando enviou, onde para o documento, quem o recebeu, por que mãos passou, o que cada um disse ou fez e quem deve fazer o quê em cada momento. É o paraíso da burocracia, o requinte máximo. Passámos do clique ao clicão. É claro que no fim do processo, o documento pode ser arquivado (“terminado” em burocratês), como se fazia antigamente, o equivalente ao antigo furar as folhinhas e arrumar num dossier, mas não pode ser qualquer um, de qualquer maneira. Ah não, isso também tem as suas regras.

Como se isto não fosse suficiente, depois criaram outra câmara de tortura, o SIGRHARA,  sistema integrado de gestão de recursos humanos do governo regional, uma fortaleza gigantesca e imponente onde, até há pouco tempo, só entrávamos por motivos de força maior, pedindo muito a medo aos façanhudos guardas do sistema que nos baixassem a ponte levadiça. Era aceder, descobrir o caminho no labirinto o mais rapidamente possível, cortar a cabeça ao dragão e sair a correr para os verdes prados, de volta à liberdade. Ah, mas estava muito fácil e o departamento  executivo da Burocratização da Desburocratização do Big Brother já andava a fazer horas extraordinárias para conceber a próxima grilheta. Dantes, se tínhamos de ir ao médico, pedíamos uma declaração de presença que entregávamos nos nossos serviços administrativos para ser tratada por pessoas que escolheram fazer isso na vida delas. Mas os burocratas estavam atentos. “Olha só o descaramento deles, trazer papelinhos e entregar nas secretarias, já lhes vamos tratar da saúde “. E então, pimba, há dias apareceu a nova norma. Entregar os papelinhos, sim, claro, papelinhos são coisas de estimação. Mas, antes, é preciso d.i.g.i.t.a.l.i.z.a.r o dito cujo. Sem isso, nada feito. E depois, é preciso pegar no papelinho que, esse sim, chegou às nossas mãos via email (shiuuu, podia ter chegado por SGC) e inseri-lo num complicado meandro de operações nada intuitivas, na nossa querida página pessoal e única do SIGRHARA, preenchendo uma catrefada de quadros e parâmetros com a ajuda do nosso inestimável amigo, o rato. Isto passa-se num país que abraçou a desburocratização como desígnio nacional. Imaginem se fosse ao contrário. O que vale é que já estou perto da reforma. Isto é, se não morrer antes. Mas parece que isso seria anticonstitucional. É o que me vale. popeye9700@yahoo.com

 

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