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popeye9700

Crónicas e artigos de opinião, a maior parte publicada no Diário Insular, de Angra do Heroísmo.

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BAGAS JOSÉ COUTO E BAMBIS DO MONTE BRASIL (BB127)

Novembro 19, 2021

Tarcísio Pacheco

 

veados.jpg

imagem em: (125) Pinterest

 

BAGAS DE BELADONA (127)

HELIODORO TARCÍSIO          

BAGA prof. JOSÉ COUTO – Uma breve nota nestas páginas para lembrar alguém que nos deixou recentemente e que marcou várias gerações nesta ilha, sobretudo para aqueles que se interessam pelo desporto. O elogio da sua vida e história já foi suficientemente feito nas páginas do DI. Aqui fica apenas um pouco das minhas memórias sobre o José Couto, com toda a simplicidade, uma vez que não tínhamos relações de amizade próxima. Mas sempre nos cumprimentámos na rua, pela vida fora. Como acontece, decerto, com a generalidade das pessoas que com ele privaram de alguma forma, guardo a imagem de um verdadeiro senhor, um gentleman, um gigante com um timbre de voz grave inesquecível, com modos afáveis, simpáticos e uma postura social de elevada educação. Como criança que gostava de futebol, lembro bem o seu talento como jogador do Lusitânia, um defesa central de grande categoria, com uma postura extremamente elegante em campo, dificilmente ultrapassável, um atleta que, provavelmente, poderia ter feito carreira em equipas nacionais de escalões superiores, de resto, como outros daquelas gerações de ouro do Lusitânia das décadas de 60 e 70.  Foi ainda meu professor de Educação Física no antigo Liceu de Angra. Muito mais tarde, voltaríamos a cruzar-nos, no antigo “Ciclo de S. Bento” onde, todas as semanas, um grupo de professores, funcionários e outros amigos, se juntava para animadas jogatanas de futebol. Entre muitos outros, por lá andavam o prof. Raúl Tânger, o Manuel João (excelente ex-atacante do Angrense), o prof. Manuel Fernando e o filho, o conhecido João Medeiros, meu amigo de infância e ex-jogador do Boavista. E o José Couto juntava-se-nos com frequência e, já maduro, ainda passeava por lá o perfume do seu futebol. Até sempre, prof. José Couto.

BAGA OS BAMBIS DO MONTE BRASIL – As manifestações hormonais podem ser terríveis. Trump, por exemplo, ficava muito vermelho, abusava da Coca-Cola Light e punha-se a apalpar as mulheres todas à volta. Putin faz tiro ao satélite, com mísseis. Vemo-las por todo o lado, nas sociedades humanas, na origem de muitas manobras perigosas nas estradas (não há nada mais perigoso atrás de um volante que um Manel com uma cerveja no bucho e um complexo de pénis extra large), no assédio sexual no trabalho, nas discussões acervejadas sobre o futebol, nas brigas dos casais e dos políticos e até mesmo na escolha da cor das gravatas; um macho luso com uma descarga hormonal não tem medo de ninguém e só quer saber quanto são. Veja-se o caso do André Ventura, um vulgar comentador de futebolismo que agora, em plena época de cio político, inflamado por imperiosas secreções interiores, cheio de ardores patrióticos e abençoado pelo seu confessor privado, já fala em derrubar governos; tudo porque um macho rival, mais velho, lhe deu umas marradas.

Aqueles animais do Monte Brasil começaram por ser uns Bambis fofinhos, mas depois tornaram-se nuns monstros chifrudos obcecados pelo domínio territorial, o confronto com outros machos e o coito com o maior número possível de fêmeas. Enfim, nada que eu não tenha visto com frequência nas noites da Twin’s Pub, nos velhos bons tempos.

Quanto aos Bambis, pelos menos os machos, quando se lhes desvanece a inocência da infância e lhes crescem as hastes e os testículos, chegando aquela época do ano, só pensam em sexo. Qualquer inocente transeunte no Monte Brasil é visto como concorrente e a coisa só se pode resolver à marrada, já que é grave ofensa cobiçar as fêmeas alheias.  Diz o Ventura que a culpa é do governo anterior. Claro que é, é uma lei de Murphy, mas, neste caso, podemos estar a ser injustos.  A culpa disto tudo é das fêmeas que, também elas de gônadas inflamadas, desfilam pelo parque florestal, com o pompom do rabinho bem levantado, a espalhar odores irresistíveis e a olhar com aqueles grandes olhos de corça, negros, límpidos e fatais. Depois, como é que querem que um jovem corço resista, ele que não é ferro, é de couro? A Bíblia é muito clara quanto ao papel da fêmea no processo da tentação.

Várias soluções foram propostas. Folgo em saber que os animais estão em segurança, embora e naturalmente, muito carentes e desassossegados e que o Monte Brasil vai reabrir. Quem deve ter ficado triste é o meu amigo Armando Mendes. Ele queria muito provar pernil de corço. Já aqui há uns bons anos, ele queria comer lombos de golfinho com o amigo Adolfo Lima e não lhe fizeram a vontade. Já é azar, ainda não é desta que ele se satisfaz. Nem ele nem os corços, paciência. POPEYE9700@YAHOO.COM

 

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