Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

popeye9700

Crónicas e artigos de opinião, a maior parte publicada no Diário Insular, de Angra do Heroísmo.

popeye9700

Crónicas e artigos de opinião, a maior parte publicada no Diário Insular, de Angra do Heroísmo.

BAGA A RESPEITO DE ERAS (BB 119)

Fevereiro 15, 2021

Tarcísio Pacheco

trump's america.png

imagem em: https://democrats.org/news/new-dnc-ad-trumps-america/

 

  • BAGAS DE BELADONA (119)
     
    HELIODORO TARCÍSIO
     
    BAGA A RESPEITO DE ERAS – Não é que me tenha, propriamente,
    surpreendido, o artigo recentemente publicado no DI, com o título “A Era
    de Biden”. E, se o seu autor publicou antes algum texto intitulado “A Era
    de Trump”, não dei conta dele, mas, se for esse o caso, apresento as minhas
    desculpas. É que, assim, dependendo do que lá se dissesse, pelo menos,
    haveria um fator de equilíbrio.
    Por outro lado, não é que eu morra de amores por Biden e me vá armar em
    seu cavaleiro andante. Com Biden, os EUA vão voltar ao que eram antes,
    ao que sempre foram, com Obama, com Clinton, com o clã Bush, o que, do
    meu ponto de vista, não é grande coisa. Um imenso e riquíssimo país, com
    traços e características bem marcados, nalguns pontos a um nível quase
    repulsivo: território, população e recursos naturais imensos; uma tendência
    imperialista evidente, quer através do poder militar, quer através da
    constante ingerência na política interna de outros países, da espionagem
    permanente e da exportação maciça de produtos, tecnologia e hábitos de
    consumo de matriz capitalista; partindo daqui, um evidente complexo de
    donos do mundo, de modelo e exemplo; um sistema eleitoral arcaico e cada
    vez mais duvidoso, que permite legalmente eleger líderes que são apoiados
    por uma minoria da população; um sistema capitalista em que tudo,
    absolutamente tudo, seja o que for, se define pelo seu valor em dólares; um
    sistema social pobríssimo, absolutamente injusto, nada solidário, que deixa
    na miséria e traz grandes dificuldades à população mais desfavorecida; um
    sistema de saúde atroz, assente no princípio “quem pode paga, quem não
  • pode, o problema é dele”; uma classe política pavorosa, absolutamente
    inflexível, bipolar, limitadíssima em termos de horizontes mentais, que
    refinou ao máximo a ligação entre política e dinheiro, ao ponto de todo e
    qualquer político norte-americano, considerar natural, comprar a carreira e
    os votos de que necessita; um sistema cultural/ético/religioso que causa
    asco, assente numa matriz judaico-cristã, muito conservador, extremamente
    hipócrita e de um convencionalismo que roça a boçalidade, com números
    expressivos ao nível do fundamentalismo cristão, da literalidade bíblica e
    de praga tenebrosa do evangelismo cristão; uma profunda desconfiança
    pela diferença e um “anti esquerdismo” primário mas ainda assim pleno de
    malícia; um nível intelectual que se carateriza por franjas extremamente
    cultas e inteligentes (cientistas, escritores, investigadores, académicos,
    gente da música, das artes, do show business) a par de uma massa popular
    incrivelmente inculta e ignorante, o que, como sabemos, está na base da
    maioria das desgraças de um povo; um racismo latente, explosivo e sempre
    presente, sendo que a multiculturalidade da nação se manifesta cada vez
    mais contra si própria (dantes era brancos contra negros, isso não mudou
    assim tanto mas agora é mais todos contra todos). Ver negros e latinos a
    apoiar Trump (um claríssimo racista) só pode significar ignorância.
    Podia continuar a escrever mais duas horas sobre isto, mas trata-se apenas
    de umas ligeiras pinceladas sobre a América de Biden, tal como eu a vejo,
    enfim “A América”.
    Disto isto, até parece que eu concordo com o autor de “A Era de Biden”.
    Não é isso, não concordo nada! Acontece apenas que acho intolerável
    escrever-se contra Biden quando nada se disse contra Trump ou a sua era.
    É que Trump é um bom norte-americano, com todos os tiques implícitos
    (materialismo, ambição, competição, supremacia, arrogância,
    agressividade, ignorância, hipocrisia, convencionalismo, banalidade,
    egocentrismo e amoralidade), por isso, tem todos estes defeitos que referi,
    mas tem ainda muitos outros, que, enquanto simples magnata, me
    causavam apenas enfado, troça e escárnio, mas mo tornaram odioso,
    enquanto “projeto de político” e POTUS. Basicamente, Trump, tal como eu
    o vejo, é um idiota endinheirado, primário e grosseiro (conheço aqui na ilha
  • Terceira, para não ir mais longe, gente que não tem dinheiro, mas que é
    muito mais inteligente do que ele) mas é um idiota perigoso. Então, só
    porque Biden não é um fundamentalista cristão que condena mulheres que
    abortam à prisão, escreve-se sobre “a sua Era” e sobre “A Era de Trump”,
    talvez o período mais confuso, caótico, perigoso, radical, estúpido e
    abananado de toda a história política norte-americana, nem uma palavra?
    Tudo porque Trump há de ser contra o aborto, como era contra ou a favor
    do que quer que fosse que lhe trouxesse votos?
    Já escrevi muito sobre o aborto. Não sou favorável. Isso não quer dizer que
    concorde com a condenação das mulheres que o praticam. E há outra coisa,
    não temos como o prever, mas aqui e ali, o aborto pode ser uma coisa
    ótima. Se a mãe de Trump o tivesse abortado, os EUA teriam evitado estes
    vergonhosos últimos 4 anos. E a Melânia tinha casado na mesma com um
    ricaço, claro, mas podia ter sido alguém menos asqueroso, coitada.
    POPEYE9700@YAHOO.COM

BAGA VIRADA PARA DENTRO (BB118)

Fevereiro 10, 2021

Tarcísio Pacheco

espiritismo.png

 

 

imagem em: https://estudosespiritas-milsoliva.blogspot.com/2013/12/triskele-e-um-antigo-simbolo-druida-que.html

 

BAGAS DE BELADONA (118)

  • BAGA VIRADA PARA DENTRO – No contexto da vida física e
    material que todos nós, os que estamos vivos no presente neste planeta,
    temos de gerir, quantas vezes absurda, dolorosa e caótica, é frequentemente
    muito difícil ligarmo-nos à nossa consciência superior. O mais das vezes
    estamos demasiado ocupados a tentar, simplesmente, sobreviver e
    permanecer saudáveis. Por isso e porque, sem me ter jamais ligado a
    qualquer religião, sempre senti uma forte curiosidade intelectual pela
    metafísica e pelos mistérios da vida, além das muitas leituras, de vez em
    quando gosto de participar em momentos de reflexão, colocando-me em
    sintonia com grupos de pessoas que sentem as mesmas necessidades e
    inquietações. Foi num contexto desses que recentemente assisti a uma
    palestra num centro espírita da nossa cidade, coisa que não faço com
    frequência, mas já havia feito antes, por diversas vezes. Trata-se de uma
    oportunidade de reflexão, de estímulo e de aprendizagem, para quem tem o
    espírito aberto ou sente que precisa de ajuda.
    Independentemente de quem as profere, estas palestras são sempre
    interessantes porque, embora assentando num discurso perfeitamente
    codificado (a doutrina espírita de Alan Kardec), veiculam perspetivas e
    experiências pessoais, que são únicas.
    A palestra em apreço não foi exceção e foi de encontro a duas reflexões
    pessoais, que considero interessantes e que quero partilhar aqui.
    1.ª Todas as pessoas que não se limitam a viver uma vida unicamente
    material e são capazes de refletir, certamente, acham-se, de vez em quando,
    em situações de desânimo, perante o aparente caos da vida no planeta e
    todas as inúmeras situações que nos causam sofrimento e incerteza. As
    doenças, os acidentes, as catástrofes naturais, a degradação da Natureza, os
    governantes incompetentes e corruptos, o egoísmo generalizado, o crime
    organizado, a violência, as guerras e massacres, o ódio, as paixões vis e a
    futilidade de tanta gente. É fácil pensar que isto é sempre igual, que a
    Humanidade não muda, que somos uma raça ruim, que não conseguimos
    evoluir, que estamos condenados. Acontece que isto não é verdade, embora
    possa parecê-lo, aparentemente. Se conseguirmos distanciarmo-nos um
    pouco e termos uma perspetiva mais geral, a partir de um plano superior,
    avaliando o percurso da Humanidade e o devir histórico em todos os seus
    detalhes, facilmente nos apercebemos de que, na realidade, existe uma
    claríssima evolução. É verdade que a Humanidade é ainda muito
    imperfeita, mas já evoluímos bastante, não apenas nos capítulos da ciência
    e da tecnologia, mas, acima de tudo, no plano da moral e da ética, nos
    direitos humanos e animais, na condenação da violência, na valorização da
    paz, no reconhecimento do diálogo como processo essencial, na tolerância
    e no respeito pela diversidade e pela diferença. É um processo sempre em
    curso.
    2.ª Vivemos um período difícil, de autêntico ambiente de guerra que,
    decerto, não estava nos nossos horizontes. Sentimos medo e também
    desgosto e revolta porque o nosso tempo está a ser-nos roubado. Claro que
    falo da epidemia do Covid-19. Começa a ser cansativo ver como a situação
    evolui tão lentamente e sentir que a melhor parte de nós, da nossa vida em
    sociedade, o convívio, a partilha, a amizade, a alegria, a festa, nos está a ser
    roubada, pelo segundo ano consecutivo. Assim como a maravilhosa
    possibilidade de viajar e conhecer o mundo. No entanto, este é o nosso
    tempo, o que nos coube em sorte, há que preservar e não perder a
    esperança. Não há bem que sempre dure nem mal que não se acabe. Há
    sempre lados positivos a encarar. Em períodos de crise, vêm ao de cima o
    melhor e o pior de Humanidade, é sempre assim. Figurões políticos
    duvidosos tentam capitalizar o descontentamento para recrutar prosélitos.
    Capitalistas sem escrúpulos estão a enriquecer mais que nunca à conta do
  • vírus. Criaturas menores e mesquinhas montam esquemas mais ou menos
    ardilosos para se beneficiarem a si e aos seus. Tudo isto é triste e
    lamentável. Mas a crise também traz reflexos positivos. Bufões recentes da
    cena internacional, como Trump e Bolsonaro, pseudolíderes sem qualquer
    préstimo, já caíram ou têm a sua imagem muito abalada, em grande parte
    pela péssima atuação que tiveram na presente crise. Isso é mais que bom, é
    ótimo. Por outro lado, entre as pessoas de carácter, generosas, solidárias e
    de bom coração, os melhores entre nós, abundam as atitudes de sacrifício,
    de apoio, de ajuda desinteressada ao próximo. E, como muito bem frisou o
    palestrante, até as malditas máscaras têm lados positivos. Agora, somos
    forçados a olhar para os olhos das pessoas quando falamos uns com os
    outros. POPEYE9700@YAHOO.COM

BAGAS SEXISMO NÃO OBRIGADO 1 E 2 (BB117)

Fevereiro 02, 2021

Tarcísio Pacheco

Abstract-woman-flowers-art-adult-paint-by-numbers.jpg

imagem em: https://numeralpaint.com/products/abstract-woman-flowers-art-new-paint-by-numbers/

BAGAS DE BELADONA (117)

HELIODORO TARCÍSIO   

BAGA SEXISMO NÃO, OBRIGADO 1 - Se calhar é um problema pessoal que eu tenho, uma frigidez intelectual, mas não consigo excitar-me e muito menos chegar a um nível orgástico, com as recentes notícias de que a Igreja Católica se prepara, a contragosto e em ambiente de “guerra civil”, para abrir às mulheres a possibilidade de obter as ordens menores lá da organização deles. Finalmente, as mulheres que, até agora, neste exército, eram civis, mães, irmãs, esposas, criadas e putéfias dos efetivos que contam, os beneficiados superiormente com testículos, vão ser promovidas a uma espécie de cabos arvorados e vestir a farda. É fixe e confesso que até nutro alguma simpatia pelo atual Papa, sobretudo por comparação com Sua Santíssima Frieza anterior. Afinal, é um papa latino e até aposto que dá uns passinhos de tango e gosta de curvas. Mais que isso, a única coisa que realmente me desagrada no señor Bergoglio é a dentadura amarelada, em forte contraste com a puríssima brancura da túnica papal. Mas, nesta questão, dou comigo a olhar para a História. Jesus de Nazaré, não obstante toda a ignorância, fantasia, convenção e demagogia sobre a vida dele, era, tanto quanto me parece, um tipo interessante para a sua época, meio hippy, revolucionário, antissistema, filósofo, místico, justiceiro e com uma saudável dose de loucura (as pessoas que hoje em dia se dizem “filhas de Deus” – e elas nem são raras – já não são crucificadas mas costumam ser remetidas para consultas de Psiquiatria, achando nós que vivemos uma época muito mais “tolerante”). Além disto, até acredito que Jesus tivesse apreço pelo género feminino, que tenha contado com muitas mulheres entre os seus seguidores e há até uma corrente, não tão desprezível assim, que, não sem uma boa dose de lógica, defende que, tendo uma criatura divina incarnado para viver a experiência humana, tenha também experimentado umas cambalhotas lúbricas. Dizem até que foi com a Maria Madalena, mas isso já são mexericos. Não confirmo nem desminto.

O certo é que esta Igreja começou com Jesus, já leva 2020 anos e foi sempre uma religião (ao contrário de outras) que privilegiou, em absoluto, o género masculino, santificando (mas também, hipocritamente, secando) a mulher como mãe e esposa. Os apóstolos eram homens, não havia “apóstolas” e a maior parte largou a mulher, os filhos e uma honesta atividade profissional para andar a vaguear pela Judeia, atrás de um visionário, com outros homens, desencadeando assim, muito provavelmente, uma das primeiras crises económico-financeiras da História. Se calhar, as mulheres andavam por lá para cozinhar, lavar-lhes as túnicas e aquecer-lhes os pés nas frias noites dos desertos da Galileia. E o sucessor nomeado ainda em vida, não foi uma Maria (essa era a Mãe ou a Amante), foi um Pedro. E a onda tem sido esta durante os últimos 2020 anos. Não é mau que queiram mudar, é saudável, mas não esperem que eu fique histérico com isto.

BAGA SEXISMO NÃO, OBRIGADO 2 - Pode parecer que não, mas até se relaciona com o tema anterior. Mal demos por elas, atarefados que andamos a passar gel nas mãos e a vigiar os espirros dos outros. Mas acabámos de viver as quintas de amigos e amigas. Já escrevi várias vezes sobre isso. Por mim, essa tradição, serôdia, anacrónica e sexista, acabava já e era substituída por uma Sexta da Amizade, com toda a malta à mistura, copos e música, mas sem o mau gosto do strip. No entanto, há quem goste desta tradição e a propósito dela componha sermões poéticos e românticos, comparando as mulheres a pombas (pela doçura) e a águias (pela inteligência). Não sei se é boa ideia comparar as mulheres ao passaredo. Desde logo porque as aves inteligentes são os corvos e as gralhas. Talvez não tenham a cadeira de Ornitologia lá pelo seminário.  E depois, convenhamos, há mulheres que são mais para o lado da galinha e homens que são autênticas rolinhas. E o menos que tem faltado neste mundo é passarão, como Trump (que já não voa e nem sequer grasna) e, no aviário nacional, Ventura, a cria irritante de águia suástica. Não sei é uma boa época para artes de capoeira. Seja como for, isto lembrou-me a história de um amigo meu, que queria ser pássaro e adorava contemplar as gaivotas a voar lá no alto. Uma alma romântica que, num dia aziago, apanhou com uma injusta cagadela num olho e, como aquilo é muito ácido, foi parar ao hospital. Portanto, cuidado, que isto das avezinhas não é tão romântico como parece à primeira vista. Aliás, nada é como parece à primeira vista.

BAGA 116 – A sua publicação foi cancelada, a meu pedido. Não era o melhor momento. Lá chegaremos, um dia. POPEYE9700@YAHOO.COM

Mais sobre mim

foto do autor

Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

Arquivo

  1. 2021
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  1. 2020
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  1. 2019
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  1. 2018
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  1. 2017
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  1. 2016
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  1. 2015
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  1. 2014
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  1. 2013
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  1. 2012
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  1. 2011
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  1. 2010
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  1. 2009
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  1. 2008
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  1. 2007
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  1. 2006
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  1. 2005
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  1. 2004
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  1. 2003
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  1. 2002
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  1. 2001
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  1. 2000
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  1. 1999
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D

Fazer olhinhos

Em destaque no SAPO Blogs
pub