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popeye9700

Crónicas e artigos de opinião, a maior parte publicada no Diário Insular, de Angra do Heroísmo.

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Crónicas e artigos de opinião, a maior parte publicada no Diário Insular, de Angra do Heroísmo.

BAGAS DE BELADONA (30)

Janeiro 27, 2017

Tarcísio Pacheco

trump 1.jpg

 

imagem em: https://pt.pinterest.com/marybethhebert/trump-caricatures/

 

BAGAS DE BELADONA (30)

 

HELIODORO TARCÍSIO

 

BAGA WHITENING TRUMP - Está em curso a grande operação “Whitening Trump”. Agora, Trump é um amor de pessoa e até adora emigrantes, desde que tenham pele branca, genes eslavos e mamas. Devem ter menos tendência para protestar quando são apalpadas. Se lesse alguma coisa, não tenho dúvidas que “O Principezinho”, de Saint-Exupéry seria o seu livro de cabeceira. Com o seu grande coração, forrado a ouro e em forma de torre, ele sente-se pessoalmente responsável por cada um dos milhões de americanos que cativou. Se gostasse de cinema, essa arte liberal e decadente, seria um admirador de Michael Moore. Tenho poucas dúvidas do que terá dito a Marcelo Rebelo de Sousa nos 10 minutos de conversa telefónica que mantiveram recentemente, em canal diplomático: “Don Marcel - é assim que vocês, latinos se tratam todos, não é - pode ficar tranquilo, a base das Lajes é uma prioridade na minha agenda política, logo a seguir ao muro na fronteira com o México; sou um admirador incondicional da ilha das Lajes, uma ilha muito cool, com as suas praias de areia branca e coqueirais e até já mandei plantar hydrangeas nos jardins da Casa Branca, o Nunez, que é um gajo porreiro e cá dos meus, arranjou-me umas mudinhas…Ia mudar o cenário, de qualquer maneira, a Michelle tem um gosto péssimo, a começar pela escolha de marido, nem se compara com a minha Melania, uma mulher branquinha como deve ser, de muito bom gosto para homens e a primeira responsável pelo meu belíssimo penteado. Mas ainda bem que ligou, o Nunez diz que o pessoal da ilha das Lajes constrói uns maravilhosos muros de pedra, que não precisam de betão; isso pode dar-me muito jeito, lá no México; portanto, mande-me uns quantos pedreiros daí mas veja se vêm legais, senão fazem o muro e ficam logo do outro lado”.
As notícias sobre a comunidade portuguesa nos EUA são meio confusas. Recentemente, uma espécie de representante da comunidade disse que votou em Trump porque conhece muita boa gente que votou nele e não teriam votado se ele fosse mau. Faz sentido. Também diz que é contra o Obamacare, embora não conheça muito bem o plano “porque tem milhares de páginas”. Adianta que a comunidade está calma e não tem medo de Trump. Devem saber que ele só vai deportar os “maus” e que os pastores evangélicos que o vão assessorar têm total competência para fazer a distinção, ou não estivesse Deus do lado da América.

Por cá, Carlos Amaral, ilustre especialista regional em Direito do Trabalho, também está muito optimista. Ele acha que o mundo precisa de mudar e que Trump é um líder “realista”. Trump sabe perfeitamente que isso do aquecimento global é uma grande tanga, uma “mistificação”, que provém de académicos comunistas, catastrofistas alucinados e eco terroristas. Estes também vão limpar, juntamente com o terrorismo islâmico, que ele promete erradicar da face da Terra. É bom lembrar que o “Exterminador Implacável” é republicano e bruto. Trump, com o seu ímpeto genial para construir coisas grandes, torres e assim, sabe que o que os EUA e o mundo em geral precisam é de muita indústria pesada, estradas, aeroportos e de criar postos de trabalho, para tornar a América great again. Depois que ele terminar de asfaltar devidamente o parque de Yellowstone, quero ver se o tal mega vulcão ainda vai ter força para rebentar com aquilo…Esse vulcãozinho não sabe com quem se meteu…Trump, como se impunha, acabou de anular, de rajada todos os disparates de Obama sobre protecção ambiental e anunciou o retomar da perfuração de poços de petróleo e gás de xisto. Se ele mesmo disse, com tanta graça, num dos seus comícios: “Alguém está a ver o ambiente a aquecer aqui dentro???”. Acho que até foi naquele mesmo comício, de morrer a rir, em que ele imitou aquele jornalista patusco e desajeitado, da CNN, que não sabe mexer os braços como deve ser…

Mas o que foi mesmo emocionante foi a reconciliação de Trump com a CIA… Foi como um daqueles documentários fofinhos do National Geography em que vemos escorpiões, dentro dos seus buracos, em momentos de devaneio ternurento com as suas crias…

E a equipa que ele escolheu para o assistir? A nata da sociedade norte-americana…Descendentes daqueles pioneiros que passaram o Oeste a ferro, com índios, bisontes e tudo. Lembra-me um filme antigo, de acção, com o Lee Marvin, salvo erro, qualquer coisa como “Doze Indomáveis Patinhos” ou algo assim…Não me lembra bem, o filme é de 1967…

No fundo, acho que têm todos é muita inveja de Trump… Que português não gostaria de ter um pequeno Airbus, só seu, pintadinho de encarnado, à Benfica, jarrinhas de manjericos no salão, o nome SILVA em letras garrafais na fuselagem e lá dentro, a servir vinho do Porto, um par de voluptuosas hospedeiras ucranianas, bastante flexíveis quanto à compreensiva necessidade que um bem-sucedido homem de negócios sente de apalpar uma mulher lá de vez em quando? POPEYE9700@YAHOO.COM

BAGAS DE BELADONA (29)

Janeiro 19, 2017

Tarcísio Pacheco

50 anos.jpg

 

imagem em: http://mundoeducacao.bol.uol.com.br/redacao/50-anos-mafalda.htm

 

 

BAGAS DE BELADONA (29)

 

 

HELIODORO TARCÍSIO

 

BAGA VÍRUS DOS 50 – Tenho reparado que, por cá, as pessoas com 50 anos ou mais são encaradas como portadoras de um vírus mortal e altamente contagioso. A táctica parece ser evitar qualquer contato, mesmo social, com um portador do vírus. Até mesmo um olhar é de evitar. Sabemos o poder que o olhar pode ter…Lembremo-nos do “mau-olhado”…A mensagem subjacente é que as pessoas com 50 anos devem interagir apenas com pessoas nas mesmas condições, assim como assim, já não há remédio…

Bom, a este respeito, tenho boas e más notícias. Isto tem a ver com descobertas científicas recentes e com desmistificação. Efetivamente, o vírus existe, toda a Humanidade é portadora e não há como escapar, uma vez que é transmitido à nascença, por via materna. E todos são filhos de uma mãe. A única maneira de escapar é morrer antes dos 50, por causas naturais ou acidentais, o que parece um tanto ou quanto drástico. Alguns conseguem-no. Quanto aos outros, nada a fazer. Vão ter 50 anos um dia… E o vírus é mortal. Todos os infectados irão, inevitavelmente, morrer, em média cerca de 27 anos depois do contágio, com uma ligeira vantagem para as fêmeas. Todavia, também há boas notícias. A ciência está tão sofisticada que até é possível prever exactamente quando vai acontecer, caso a caso. Utiliza-se para isso um algoritmo matemático em que se substituem certas variáveis. Por exemplo, conseguimos saber que um indivíduo nascido em 1970 será infectado em 2020. E não adianta emigrar para Marte porque levará o vírus consigo. É arrepiante mas assombroso.

Perante a tenebrosa realidade, talvez as pessoas com menos de 50 anos devessem rever a sua interacção com as pessoas com 50 anos ou mais. No mínimo, dedicar-lhes um pouco da atenção que têm com os cachorros lá de casa. Não digo atirar-lhes um osso ou levá-los a passear na trela. Até porque alguns dos infectados mordem, mesmo que já lhes faltem dentes. Mas não custa nada ter uma gentileza, uma palavra amiga, um sorriso, ao menos um bom dia ou boa tarde. Até mesmo, uma vez por outra, passar-lhes a mão no pelo. Atenção, não lhes dêem chocolates. É por causa dos dentes. POPEYE9700@YAHOO.COM

 

 

BAGAS DE BELADONA (28)

Janeiro 11, 2017

Tarcísio Pacheco

Rambo.jpg

 

imagem: https://pt.pinterest.com/pin/427842033319843681/

 

BAGAS DE BELADONA (28)

 

HELIODORO TARCÍSIO

 

BAGA “RAMBOS” DAS ILHAS – Têm sido frequentes na ilha Terceira os casos de agressões mais ou menos violentas, nomeadamente em estabelecimentos de diversão nocturna e particularmente num deles.

As “pessoas” que usam as mãos e os pés para comunicar precisam urgentemente de entender várias coisas. Qualquer agressão física é SEMPRE um crime. A gravidade é que varia. O nosso Código Penal contempla a agressão física a partir do artigo 143º, que se refere à “ofensa à integridade física simples”, ou seja, aquela que deixa poucas ou nenhumas sequelas físicas; mesmo assim, já prevê pena de prisão até 3 anos e/ou multa. Daí, para a frente, até ao artigo 150º, vai progressivamente referindo a agressão física sob formas cada vez mais graves, até chegar às que implicam desfiguração e intervenções cirúrgicas, em que a pena de prisão já pode chegar aos 10 anos e as multas a valores muito elevados. Por exemplo, dentes partidos, uma lesão frequente em agressões brutais, pode ser incluído neste último caso. Para além disso, as vítimas podem sempre pedir uma indemnização, que o juiz atenderá ou não. Se da agressão resultar a morte da vítima, então estaremos perante um homicídio e a conversa é outra. Se o agressor for reincidente ou se for réu em vários processos semelhantes, as penas serão agravadas, eventualmente em cúmulo jurídico.

A verdade é que na maior parte dos casos, as agressões físicas não resultam em processos judiciais, por diversos motivos: a vítima respondeu na mesma medida, a agressão resultou em zaragata geral em que é difícil apurar culpas e quem começou e, mais frequentemente, porque não houve testemunhas (ou estas não quiseram testemunhar), não houve queixa formal ou não foi feito exame médico e as sequelas não podem ser comprovadas. Contudo, se houver testemunhas, queixa formal e, de preferência, exame médico, resultará sempre num processo judicial.

Posso exemplificar com um caso que conheço bem, passado aqui em Angra, há alguns anos: uma mulher embriagada esbofeteou um homem em plena via pública, perante diversas testemunhas; houve exame médico e queixa formal; foi pedida uma indemnização de 1.000 euros; levou algum tempo mas o caso chegou a julgamento; a mulher foi condenada, pagou as custas do processo, uma multa e uma indemnização de 750 euros ao agredido. E foi uma simples bofetada, de senhora, sem sequelas. Garanto que é verdade porque fui eu quem as recebeu: a bofetada e a indemnização. Foi a única vez na minha vida, até agora, em que participei num julgamento.

Mas ser condenado em tribunal ainda é o melhor que pode acontecer aos “Rambos”. Porque acontece frequentemente muito pior. Basta pesquisar as notícias sobre este tema. Ser porteiro ou segurança de discoteca é uma vida de alto risco. Eles próprios cometem crimes violentos com frequência, da agressão física grave ao homicídio e são também vítimas na mesma medida. Violência leva a mais violência e por muito bons que os “Rambos” se achem, esquecem-se que há sempre alguém mais bruto, mais forte, mais ágil, mais rápido e estúpido, cruel ou azarado o suficiente para matar. Um dia, inevitavelmente, todos os “Rambos” acabam por bater na pessoa errada.

Um conselho a todos os “Rambos” locais: se querem viver aqui, em sociedade, num estado de direito, lembrem-se que não podem NUNCA, salvo em casos excepcionais, como a legítima defesa, agredir fisicamente outra pessoa. Se não conseguem comunicar de outra forma, então devem pensar seriamente em emigrar. Ainda há um recrutamento ativo para a Síria e o Iraque, embora convenha apressarem-se. Na América profunda, o D. Trampa vai precisar de muita ajuda para bater nos emigrantes ilegais. No México, os cartéis de droga têm sempre espaço para profissionais de qualidade. Em último caso, podem sempre abrir uma discoteca para os babuínos do plateau de Waterberg, na Namíbia; é verdade que gorilas e babuínos não se dão lá muito bem; mas isso resolve-se, à porrada, claro. Vão adorar.

POPEYE9700@YAHOO.COM

 

 

 

BAGAS DE BELADONA (27)

Janeiro 06, 2017

Tarcísio Pacheco

abstinência sexual.jpg

 imagem em: https://previneprotege.wordpress.com/2014/10/02/metodos-contracetivos-naturais/

 

 

BAGAS DE BELADONA (27)

BAGA TOMA UM DUCHE FRIO E PENSA NOUTRA COISA - Tomei conhecimento, nas páginas do DI, do confronto recente sobre a introdução do conteúdo "abstinência sexual", como opção válida no capítulo das técnicas de contracepção, no âmbito da leccionação do tema de Educação Sexual nas escolas. Sendo o sexo a razão por que estamos todos por cá, no planeta, no momento e uma coisa de que quase todos gostamos, de uma forma ou de outra (alguns casos suscitam-me  dúvidas), parece-me ser este um tema que devia merecer a nossa melhor atenção. Mas não somos propriamente um povo de grandes inovadores, no que respeita à Pedagogia, não é verdade? Andamos há muitos anos sem atinar como devemos instruir as nossas crianças sobre uma coisa que eles vão de certeza absoluta querer experimentar, o mais cedo possível e com grande convicção. Cada cabeça, cada sentença e já tivemos um pouco de todas as correntes, desde a inserção do tema na área das Ciências da Natureza (episódios espectaculares de frenesim sexual entre abelhas e flores, ilustrados por belíssimos diagramas das trompas de Falópio) até deixar por conta da disciplina de Religião e Moral Católicas (crescei e multiplicai-vos, folgai com a vossa legítima esposa mas só com essa e só nos dias certos, até ao fim das vossas vidas...). Tenho poderio de dúvidas sobre imensas coisas, na verdade, sobre quase tudo - nem todos podemos ser inteligentes como D.Trampa ou Cavaco Silva - mas sobre Educação Sexual nas escolas, nem por isso. Deveria ser uma disciplina presente na formação dos futuros professores e depois ser leccionada autonomamente nas escolas, em todos os níveis de ensino (do 1.º ao 12.º ano) com conteúdos naturalmente adaptados a cada nível etário mas sempre abordando o tema de forma plena e integrada, nas suas diversas e inúmeras vertentes, natureza, fisiologia, cio, reprodução, pulsão, técnica, prazer, contracepção, socialização, emoção, amor, ética e outras.
Mas na verdade, a Educação Sexual nas escolas acabou por ser uma longa introdução para o que me trouxe hoje ao terreiro. É que, ao contrário do que propõe a Juventude Popular, a abstinência não é, de forma alguma, uma técnica de contracepção. Esta define-se como um conjunto de técnicas para evitar uma gravidez QUANDO se têm relações sexuais. Portanto, a falácia está estabelecida à partida. Podemos fazer uma comparação com a ingestão de alimentos, por exemplo. Comer é essencial à vida mas também é perigoso, sobretudo hoje em dia. Podemos engordar, desenvolver mau colesterol, sofrer perigosas contaminações bioquímicas, ficar envenenados, acumular ácido úrico ou simplesmente morrer na hora, se tivermos o azar de entalar um pedaço de comida no esófago. Ou seja, tudo resultados indesejados, como em certos casos de gravidez. No entanto, ao leccionar Educação Alimentar na escola, ninguém vai recomendar o jejum completo, como forma de evitar a intoxicação alimentar. O sexo, em sentido lato, também é essencial à vida. E a maior parte de os seres humanos não vai poder nem querer passar sem sexo durante a maior parte da sua vida. Aliás, o sexo é bom, faz muito bem e todos deviam fazer bastante. Portanto, não estou a ver que a abstinência sexual possa ser uma técnica para evitar a gravidez resultante do sexo. É antes uma técnica para evitar o sexo. E é bem conhecida a fonte de semelhantes ideias contra natura.
BAGA BRUNO "ASPRILLA"-  Ao Bruno "Asprilla" que, no passado dia 23 de Dezembro, dentro da discoteca Twin's Pub, agrediu selvaticamente o meu filho e dois amigos dele, tendo-lhe deixado o rosto cheio de hematomas e um tímpano perfurado, segundo o competente relatório médico, desejo um Feliz Ano Novo, com lições positivas de vida. E que o seu filho, quando crescer e começar a ir à discoteca, tenha a sorte de não encontrar pela frente pessoas como o seu pai e, sobretudo, não lhe siga o exemplo. POPEYE9700@YAHOO.COM

BAGAS DE BELADONA (26)

Janeiro 03, 2017

Tarcísio Pacheco

alien.jpg

 imagem em: http://www.123rf.com/photo_13204763_pink-alien-cartoon-and-vector-isolated.html

 

 

BAGAS DE BELADONA (26)

 

HELIODORO TARCÍSIO

 

BAGA HÁ ALGUÉM AÍ EM CIMA? – Como é próprio de um Sagitariano (sem entrar, por ora, em discussões sobre a Astrologia e a eventual mudança dos signos), para além da minha vida rotineira, busco incessantemente migalhinhas de conhecimento, que procuro na mais diversa interacção individual com o mundo e a vida, que é essencial e insubstituível, nos livros e, hoje em dia, na Internet, um repositório de tudo o que a Humanidade sabe e, sobretudo, do que não sabe, que é a maior parte de quase tudo.

Nesse sentido, deparei-me recentemente com um escrito da Dr.ª Jill Stuart, uma reputada académica e investigadora britânica baseada na insuspeita London School of Economics. Ela formula uma preposição relativamente à vida alienígena e cita Carl Sagan.

 Sempre achei o famoso astrónomo uma das pessoas mais inteligentes do mundo da sua época. Talvez por provir de uma família de judeus ucranianos e o seu código genético não estar conspurcado com a lamentável herança do rígido e ignorante puritanismo anglo-saxónico. É também a prova de que o melting pot Norte-Americano tanto produz inteligências superiores, a exemplo de Sagan como perigosos e ambiciosos asnos endinheirados, a exemplo de Trump.

Carl Sagan é o autor de um postulado em que condensa a história do Universo, tal como a conhecemos, num simples ano terreste, tal como nós o definimos. Assim, em Janeiro temos o Big Bang, em Maio forma-se a Via Láctea, em Setembro forma-se o nosso Sistema Solar. No planeta Terra, no dia 30 de Dezembro, dá-se a extinção em massa dos dinossauros. E é só no dia 31 de Dezembro que surge e evolui no planeta a raça humana. Na verdade, é só nós últimos 60 segundos desse ano que habitamos o planeta. Por volta dos 47 segundos, temos as últimas eras glaciares, as grandes migrações humanas, a descoberta da agricultura, etc. Esta genial concepção é extremamente útil para estabelecer a perspetiva correta e confrontarmo-nos com o que nós somos na verdade, uma miserável, recém-nascida e absolutamente ignorante “cagadela” cósmica, que tem mostrado até ao momento ser extremamente imperfeita e perniciosa. Se Deus existe e fomos feitos à sua imagem e semelhança, a Criação deve ter acontecido num daqueles dias em que Deus saiu de casa sem se olhar ao espelho. Acontece-nos a todos.

Jill Stuart baseia-se neste postulado de Carl Sagan para expressar a convicção de que talvez existam, tenham existido ou venham a existir aliens (à letra, seres extraterrestres) mas que não é provável que os venhamos a descobrir e menos ainda a contactar. Isto porque a história humana é tão insignificante à escala cósmica que é bem pouco provável que sobrevivamos como espécie (ainda por cima nada sábia e extremamente agressiva) a tempo de evoluirmos no sentido de conseguirmos contatar hipotéticas civilizações extraterrestres ou aguardar que elas, ao longo do seu próprio desenvolvimento, nos contatem. Contudo, Stuart acha que a nossa busca deve continuar porque enquanto a fazemos, evoluímos e aprendemos sobre nós mesmos e sobre o universo. Pareceu-me uma preposição inteligente e racional, digna de ser aqui compartilhada. Este é um tema que fascina a maior parte das pessoas.  

Para mim, a razão para ainda não sermos capazes de viajar no espaço à vontade e colonizar outros planetas, é simplesmente não termos competência para isso. E isto parece uma verdade à La Palisse mas não é. Não tem a ver com tecnologia, que é mais uma questão de inteligência racional. Tem a ver com comportamentos e emoções, coisas mais do foro da inteligência emocional. Para que iríamos nós colonizar um planeta semelhante à Terra, por exemplo, no nosso nível atual de desenvolvimento? Em 50 anos, o novo planeta estaria todo poluído e imerso em guerras. Mais um planeta lixado. Não tenhamos dúvidas. Fiquemos por cá, por enquanto, a ganhar juízo, se houver tempo e a acabar de estragar este. Feliz Ano Novo, dentro do possível. POPEYE9700@YAHOO.COM

 

 

 

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Fazer olhinhos

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